Estado de guerra não! Estado social sim!

Comunicado do Plenário da Área Metropolitana de Lisboa – REDE ECOSSOCIALISTA (associação política)

Os ataques dos EUA ao Irão, depois dos sucessivos ataques de Israel, colocam o mundo na lei do faroeste! Eis mais uma acha para aumentar as tensões mundiais colocando o planeta à beira do abismo! Reclamamos que o Governo português se oponha ao ataque a um país independente.  As negociações para a paz iniciadas no início da guerra da Ucrânia foram canceladas por ordem dos EUA e obediência rasteira de Zelensky. O resultado é a devastação da Ucrânia. Nem mais um cêntimo para a Guerra. O dinheiro é preciso na saúde, na habitação e no reforço do Estado social.

O selvagem genocídio israelita em Gaza, que a Europa contempla e beatífica, mergulhando no grau zero da decência e do respeito pelos direitos humanos. Reclamamos que o Governo português expulse a embaixada Israelita de Portugal, juntando-se ao movimento internacional que apoia e defende o isolamento internacional de Israel, contra o genocídio do povo palestiniano.

Ao mesmo tempo que replicam todas guerras da guerra infinita sob a égide do imperialismo norte-americano, nomeadamente o espantoso crime de guerra que foi a destruição do berço da nossa civilização, o Iraque, sob a mais vergonhosa mentira reconhecida e aceite como tal e aplaudida pelas nações de democracias há muito confiscadas pelos precursores de Trump.

Colocam-nos perante a ameaça de um apocalipse nuclear. Fim das guerras! Os povos reclamam pela paz.

De forma insidiosa, tudo isto reduz a nada todos os esforços, sérios ou não, de combate às alterações climáticas, todas as cimeiras, todas as resoluções num desprezo suicida pela ameaça de um futuro apontado à própria extinção da Humanidade.

As alterações climáticas só poderão ser travadas com a mudança do modo de produção capitalista que assenta, sem alternativa, no extrativismo seja de combustíveis fósseis seja de terras raras, e no produtivismo.

Estamos perante uma convergência fatal das políticas da decadência do imperialismo de dominação pela guerra como resposta à crise e, pela mesma razão e no mesmo sentido, de negacionismo anticientífico da ameaça das alterações climáticas.

A Rede Ecossocialista, da área metropolitana de Lisboa, considera que a identificação teórica e prática das exigências ecológicas com um futuro sem guerra exige o fim do modo de produção capitalista.

Assim, apela aos trabalhadores, aos cidadãos em geral e às forças políticas progressistas e demais associações cívicas e culturais, para a criação das condições necessárias para o derrube das barreiras que impedem a construção de uma sociedade ecossocialista para salvar a humanidade da catástrofe climática e da destruição nuclear.

junho 2025

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