Na Livraria “Gato Vadio” – Porto, dia 18, 4ª feira, pelas 21:30 horas
com: Ricardo Salabert (STGSSP), Maricel Borghelli (CT BPN Paribas), José Casimiro (Movimento Solidários) e moderação de Lurdes Gomes (Rede Ecossocialista).

O que é a “uberização do trabalho”?
O termo “uberização” generalizou-se e vem de empresas como a Uber que praticam formas de precariedade extremas, mas aplica-se a muitas plataformas digitais.
👉 Refere-se a um modelo de trabalho em que:
- As pessoas trabalham por tarefa (ex: entregas, viagens, serviços)
- Não têm contrato de trabalho normal
- São tratadas como “trabalhadores independentes” apesar de não o serem de facto.
- Ausência ou flexibilidade extrema de horários
- Pagamento por tarefa (e não salário fixo)
- Uso de apps/algoritmos para gerir o trabalho
- Ausência de proteção social (férias, subsídio de desemprego, etc.)
- EXEMPLOS:
- Motoristas TVDE
- Estafetas de apps de comida
- Freelancers em plataformas digitais
Muitos destes trabalhadores funcionam como empregados dependentes efetivamente de uma entidade patronal, mas na realidade não têm os direitos de um trabalhador com contrato laboral, conduzindo a uma situação de exploração extrema.
Este é o modelo ambicionado pelos neoliberais para a generalidade das relações laborais. É neste sentido que pretende ir a proposta do chamado Pacote Laboral apresentada pelo Governo AD. Esta é a face atual do capitalismo contemporâneo que tem de ser enfrentada com esclarecimento, mobilização e luta.

