ALGUNS ENSINAMENTOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

Mário Tomé Tópicos de uma revolução A guerra da Indochina e Dien Bien Phu, a guerra da Argélia e a guerra do Vietnam lançaram o grande e diverso movimento de resistência ao imperialismo e de crítica revoluccionária à civilização burguesa que culminou no Maio de 68. “O fim do ultracolonialismo português” na designação de Perry Anderson, ficou a dever-se à derrota do exército colonial pelos … Continuar a ler ALGUNS ENSINAMENTOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

A lucidez do Miguel e os erros que a Esquerda não pode repetir

“(…) Reconstruir as razões do antagonismo, assumir a utopia enquanto horizonte, como critério para as decisões de hoje e não como destino ou fé, e relativizar a «verdade de partido» sujeitando-a à experimentação social – estas são as hipóteses de uma saída pela esquerda. Não é por acaso que esta hipótese não é explicitamente assumida por nenhum dirigente partidário actual. É uma hipótese muito exigente … Continuar a ler A lucidez do Miguel e os erros que a Esquerda não pode repetir

Qual a posição sobre os acordos com o PS?

A meio da legislatura anterior, o Bloco devia ter confrontado o PS com um novo caderno de encargos, em vez de o deixar em “roda livre” para a chantagem da demissão do Governo. O PS passou a defender a ortodoxia do défice, em detrimento dos serviços públicos, da recuperação dos rendimentos do trabalho e do investimento público na habitação. O PS recusou mexer na legislação … Continuar a ler Qual a posição sobre os acordos com o PS?

Em vez de balanços, não seria melhor olhar para o futuro?

A direção do Bloco fugiu às suas responsabilidades nos maus resultados eleitorais. Na resolução da Mesa Nacional, o balanço das Presidenciais resume-se a que “boa parte das pessoas que no domingo se declararam eleitores do Bloco optaram pelo voto em Marcelo Rebelo de Sousa”. Fazer balanços sérios, rigorosos e transparentes dos atos eleitorais é essencial para compreender o que conduziu o Bloco a um ciclo de … Continuar a ler Em vez de balanços, não seria melhor olhar para o futuro?

NÃO HÁ PAREDE QUE RETENHA O VOO DAQUELES QUE OUSAM SONHAR *

Cruzei-me com o Miguel Portas muitas vezes. Conversámos algumas vezes, participámos juntos em algumas acções do Bloco de Esquerda. A última vez que estive com ele foi num mês de Janeiro, no café Ceuta, na cidade do Porto, numa “conversa de café” sobre a Europa, crise e democracia. Dele guardarei para sempre o seu sorriso, o mais belo, doce e pleno sorriso que eu já … Continuar a ler NÃO HÁ PAREDE QUE RETENHA O VOO DAQUELES QUE OUSAM SONHAR *

O debate não deveria ser interno?

O problema começa, logo, por não haver debate interno e um reflexo disso mesmo é o facto de não se encontrar uma linha no programa da Moção A sobre os maus resultados nas eleições legislativas e presidenciais. Recorde-se que foi a Moção A que, no início de fevereiro, antecipou e colocou na imprensa as suas posições para a XII Convenção Nacional. E nas vésperas da entrega das … Continuar a ler O debate não deveria ser interno?

O Bloco é plural

A XII Convenção Nacional do Bloco de Esquerda, apesar de ter sido, injustificadamente, mitigada na sua representação, recuperará a pluralidade do partido-movimento. Como espaço de debate e iniciativa políticas ilimitadas, a pluralidade é uma das grandes riquezas do Bloco desde a sua fundação, em 1999, e foi a diversidade que fez a sua força. Importa recordar João Semedo, em 2014, na abertura da IX Convenção … Continuar a ler O Bloco é plural

Diferentes moções unem o Bloco

No debate político democrático, que deve definir a linha do Bloco e a condução da sua organização, a Moção E defende a cooperação entre os vários contributos e sensibilidades que fazem a pluralidade do Bloco. É com debate plural que se fortalece o nosso partido-movimento e se constrói a unidade. Garantir a pluralidade é garantir que não há sensibilidades excluídas para propiciar a hegemonia exclusiva … Continuar a ler Diferentes moções unem o Bloco

Por uma Esquerda revolucionária *

A XII Convenção Nacional do BE, que se realizará nos próximos dias 22 e 23 de Maio, no Porto, constituirá um marco na História, onde serão debatidas questões relevantes para que o Partido volte a um lugar de referência na defesa dos trabalhadores e dos movimentos sociais, como na égide da sua fundação. Debater-se-ão ideias entre aqueles que se centralizaram no parlamentarismo e numa organização … Continuar a ler Por uma Esquerda revolucionária *

O que defendemos como projeto político?

A Moção E inicia hoje um ciclo de divulgação das suas posições e proposições políticas, sob a forma de perguntas e respostas. Pegando nas perguntas mais frequentes, todos os dias será apresentada uma resposta. O objetivo é apresentar às/aos aderentes do Bloco de Esquerda o projeto que a Moção E defende, que balanços faz e que propostas apresenta para o futuro do partido-movimento. Sabe mais … Continuar a ler O que defendemos como projeto político?