É a natureza, estúpido! Reflexões sobre a COP16 e (ainda) o relatório Draghi

Por Marta Leandro Os serviços da Direção-Geral do Ambiente da Comissão Europeia (CE) quantificaram o valor da natureza em 40 milhões de biliões de euros: uma soma astronómica da qual dependem, para serem competitivos, três sectores económicos (agricultura, construção e alimentação e bebidas) e seis fileiras industriais: produtos químicos e materiais; aviação, viagens e turismo; imobiliário; mineração e metais; cadeia de abastecimento e transportes; retalho, bens … Continuar a ler É a natureza, estúpido! Reflexões sobre a COP16 e (ainda) o relatório Draghi

Bairros populares no Porto e em Braga: da mobilização pelo direito à habitação no pós-25 abril 1974 e a relativa passividade hoje

por Manuel Carlos Silva Tendo coordenado uma investigação nos bairros populares do Porto e de Braga, foram constatadas  severas condições de vida e de habitação. Porém, salvo casos excepcionais em que houve alguma mobilização com resultado de reabilitação (vg. caso da ‘ilha’ da Bela Vista no Porto), não constatamos ações coletivas, contrariamente à situação no pós 25 de Abril no quadro do PREC com inúmeras … Continuar a ler Bairros populares no Porto e em Braga: da mobilização pelo direito à habitação no pós-25 abril 1974 e a relativa passividade hoje

AS ESQUERDAS MOVEM-SE

“As Esquerdas Movem-se” é o mote dos debates realizados ou a realizar, promovidos pela Rede Ecossocialista, no Porto, Lisboa, Braga e Viseu, a partir do artigo com o mesmo título publicado na revista Ecossocialismo e que hoje colocamos on-line disponível para todas as pessoas interessadas no tema e nos debates. por FERNANDO BESSA RIBEIRO e PEDRO SOARES (artigo publicado na Revista ECOSSOCIALISMO #8 – setembro/2024) … Continuar a ler AS ESQUERDAS MOVEM-SE

Que fazer quando a terra arde e treme e o mundo desaba?

por Mário Tomé Um sismo de intensidade 5,7 com epicentro a leste de Sines fez tremer a terra, as mesas e tilintar os copos. A natureza é simpática e vai fazendo uns alertas, uns ameaços, sempre na esperança de que o pessoal entenda e se aplique a sério na prevenção e na preparação das respostas adequadas. Entre outros sismos desta envergadura lembro-me do de 1969, … Continuar a ler Que fazer quando a terra arde e treme e o mundo desaba?

O paradigma empresarial na educação

A revista ECOSSOCIALISMO promove um debate sob o tema “O paradigma empresarial na educação”, no próximo dia 16, quarta-feira, a partir das 21:00 horas na Livraria Gato Vadio. “A impregnação empresarial da educação, em curso, realiza-se através de um processo de instilação de várias dimensões institucionais e organizacionais da empresa no novo capitalismo. Eixo central da estratégia de reformar a governação da educação pública sob … Continuar a ler O paradigma empresarial na educação

As causas estruturais das insuficiências do Estado Social e do impasse político presente

Este artigo divide a sua atenção em duas grandes secções. Na primeira, procura demonstrar que as insuficiências verificadas no Estado Social e em múltiplos serviços do Estado são o resultado de uma adoção irrefletida de um novo modelo de acumulação trabalho-intensivo, em que as políticas públicas não responderam às necessidades acrescidas de recursos públicos implícitas a esse modelo. A segunda parte reflete sobre o modo … Continuar a ler As causas estruturais das insuficiências do Estado Social e do impasse político presente

Alterações Climáticas: Superar a Jardinagem Política

por Nuno Teles Um artigo do início de agosto no Financial Times dava conta das diferenças eleitorais entre o partido “Verde” do Reino Unido, que passou de um para quatro deputados nas recentes eleições, e da Alemanha, onde o partido, parte do Governo liderado por sociais-democratas, colapsou nas intenções de voto. A tese seria a seguinte: embora a urgência do combate às mudanças climáticas assegure … Continuar a ler Alterações Climáticas: Superar a Jardinagem Política

Incêndios: com 3 palavras apenas se escreve a prevenção

por Marta Leandro Das 70 áreas integradas de gestão da paisagem (AIGP) criadas há 4 anos, cobrindo 140 mil hectares, nem uma está no terreno. As 200 zonas de intervenção florestal (ZIF) criadas, abrangendo cerca de 600 mil hectares, nunca foram apoiadas como deviam. A quem interessa o caos? Em agosto de 2022, no rescaldo do catastrófico incêndio naquela que é a segunda maior área … Continuar a ler Incêndios: com 3 palavras apenas se escreve a prevenção

A floresta pode ser menos vulnerável

Os grandes incêndios de 2017 evidenciaram a necessidade de aumentar o investimento na prevenção, mantendo a robustez do sistema de combate aos incêndios rurais. De facto, tal aconteceu durante alguns anos. Mas, no ano passado, o investimento na prevenção já regrediu 10%, em relação ao ano anterior. por Carlos Matias Os incêndios rurais estão a varrer largas áreas do centro e norte do país. Já … Continuar a ler A floresta pode ser menos vulnerável