A GUERRA COLONIAL NÃO ACABOU

Nos 47 anos do 25 de Abril, lembrar os que foram obrigados a combater na guerra colonial não num serviço à pátria, como afirmou Marcelo Rebelo de Sousa na sessão solene do 25 de Abril na Assembleia da República e é a história contada aos pequeninos, mas em defesa dos «Donos Disto Tudo» blindados pelo terror fascista e hoje blindados pelo mercado garante da democracia, … Continuar a ler A GUERRA COLONIAL NÃO ACABOU

O 25 DE ABRIL E A POBREZA QUE PERSISTE *

Pode ler-se nos almanaques. Abril vem do latim Aperire, abrir: é o mês em que abrem os botões. Com o 25 de abril de 1974, pontuado por vistosos cravos, abriu-se um ciclo de esperança para os portugueses. A sucessão de desfavores que a maioria de portugueses vivia já vinha de longe, o que a partir a partir do século XIX resultou em grandes levas de … Continuar a ler O 25 DE ABRIL E A POBREZA QUE PERSISTE *

O combate à extrema-direita começa no combate à pobreza e às desigualdades sociais! *

A esquerda tem de estar aonde deve: ao lado de quem trabalha ou trabalhou ao longo de uma vida, dos desempregados/as, dos/as trabalhadores/as precários/as, dos/as reformados/as e pensionistas que têm reformas e pensões de miséria, dos/as que não conseguem pagar a renda de casa ou amortizar o crédito à banca. Deve estar ao lado do trabalho contra o capital! Parece que para alguns/mas a luta … Continuar a ler O combate à extrema-direita começa no combate à pobreza e às desigualdades sociais! *

ALGUNS ENSINAMENTOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

Mário Tomé Tópicos de uma revolução A guerra da Indochina e Dien Bien Phu, a guerra da Argélia e a guerra do Vietnam lançaram o grande e diverso movimento de resistência ao imperialismo e de crítica revoluccionária à civilização burguesa que culminou no Maio de 68. “O fim do ultracolonialismo português” na designação de Perry Anderson, ficou a dever-se à derrota do exército colonial pelos … Continuar a ler ALGUNS ENSINAMENTOS DA REVOLUÇÃO DOS CRAVOS

A lucidez do Miguel e os erros que a Esquerda não pode repetir

“(…) Reconstruir as razões do antagonismo, assumir a utopia enquanto horizonte, como critério para as decisões de hoje e não como destino ou fé, e relativizar a «verdade de partido» sujeitando-a à experimentação social – estas são as hipóteses de uma saída pela esquerda. Não é por acaso que esta hipótese não é explicitamente assumida por nenhum dirigente partidário actual. É uma hipótese muito exigente … Continuar a ler A lucidez do Miguel e os erros que a Esquerda não pode repetir

A PANDEMIA DE COVID E A TELIFICAÇÃO DA VIDA ENCLAUSURADA *

De tudo o que se pode dizer sobre a pandemia de covid-19, uma coisa é certa: ela produziu – e parece que tende a se estender por alguns anos – uma vida (social?) enclausurada e telificada, e, ​​por isso mesmo, sufocante. Inesperadamente, uma doença cujo vírus se transmite fácil e rapidamente tem feito com que todos os países e governos adotem medidas que, em princípio, … Continuar a ler A PANDEMIA DE COVID E A TELIFICAÇÃO DA VIDA ENCLAUSURADA *

Ecossocialismo: a razão de um voto

No centro das propostas da Moção E encontra-se a busca pela superação do capitalismo através de uma resposta ecossocialista. Importa por isso fazer alguma clarificação acerca do Ecossocialismo. Para além das graves crises sociais e económicas intrínsecas ao sistema capitalista e que bem conhecemos e contra as quais a esquerda socialista tem combatido e proposto alternativas, o avolumar da grave crise ecológica e ambiental trouxe … Continuar a ler Ecossocialismo: a razão de um voto

NÃO HÁ PAREDE QUE RETENHA O VOO DAQUELES QUE OUSAM SONHAR *

Cruzei-me com o Miguel Portas muitas vezes. Conversámos algumas vezes, participámos juntos em algumas acções do Bloco de Esquerda. A última vez que estive com ele foi num mês de Janeiro, no café Ceuta, na cidade do Porto, numa “conversa de café” sobre a Europa, crise e democracia. Dele guardarei para sempre o seu sorriso, o mais belo, doce e pleno sorriso que eu já … Continuar a ler NÃO HÁ PAREDE QUE RETENHA O VOO DAQUELES QUE OUSAM SONHAR *

Moções E e A: duas visões sobre o movimento popular

A próxima e difícil batalha autárquica concentra a atenção de todo o coletivo partidário e merece, naturalmente, referência em moções que se apresentam a debate e votação na próxima Convenção Nacional. Uma das críticas que reiteradamente tem sido dirigida à Moção E é a de que terá uma política de alianças locais pouco clara e que, supostamente, até defenderá coligações locais com o PS. Ouvi … Continuar a ler Moções E e A: duas visões sobre o movimento popular

Por uma Esquerda revolucionária *

A XII Convenção Nacional do BE, que se realizará nos próximos dias 22 e 23 de Maio, no Porto, constituirá um marco na História, onde serão debatidas questões relevantes para que o Partido volte a um lugar de referência na defesa dos trabalhadores e dos movimentos sociais, como na égide da sua fundação. Debater-se-ão ideias entre aqueles que se centralizaram no parlamentarismo e numa organização … Continuar a ler Por uma Esquerda revolucionária *