Promover a negociação coletiva no sentido da valorização do trabalho – por Maria da Paz Campos Lima*

As abordagens predominantes nas análises da OCDE e do FMI, desde os anos 80, contribuíram para a acentuação da transferência dos rendimentos do trabalho para o capital através da moderação salarial e da flexibilização do mercado de trabalho. Esta flexibilização reforçou também o poder patronal em sede da negociação coletiva e permitiu a precarização do emprego e a expansão das práticas de baixos salários. Mais … Continuar a ler Promover a negociação coletiva no sentido da valorização do trabalho – por Maria da Paz Campos Lima*

Qual a resposta adequada de um Partido com preocupações ambientais, a um Governo que se costuma alcandorar pela norma da “Palavra dada, é Palavra honrada” – por Rogério Miranda*

Vem o título deste texto, a propósito da Pergunta 2778/XIV de 2020-05-26, feita pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, na Assembleia da República, e endereçada ao Ministro do Ambiente e Acção Climática. A resposta obtida do referido Ministro, foi insolente, irónica, desrespeitosa, jocosa e provocatória, quando afirma: “Sobre a empresa Carmona, pois é óbvio que ela vai ter de deslocalizar” … O Grupo Parlamentar … Continuar a ler Qual a resposta adequada de um Partido com preocupações ambientais, a um Governo que se costuma alcandorar pela norma da “Palavra dada, é Palavra honrada” – por Rogério Miranda*

Designação de presidentes CCDR por colégio de autarcas não defende nem aprofunda a democracia local

Mais de 40 anos após o início da eleição democrática das autarquias, que permitiu melhorar as condições de vida das populações ao nível das necessidades básicas, começa a ser urgente fazer algum balanço e sermos mais audazes nas exigências que fazemos ao Poder Local em Portugal. Um pouco por todo o lado, começam a surgir tendências para um certo autoritarismo presidencial e até para a … Continuar a ler Designação de presidentes CCDR por colégio de autarcas não defende nem aprofunda a democracia local

Defender uma coisa e o seu contrário – o perigo de pactuar com políticas capitalistas – por Sílvia Carreira

Quando de forma inconsciente recorremos a ideias contidas no relatório Brundtland estamos a de forma inconsciente pactuar com o sistema neoliberal tolhendo a luta por uma alternativa económica e política mais justa, o ecossocialismo e perpetuando projetos e tentativas fracassadas de conseguir a quadratura do círculo. Continuar a ler Defender uma coisa e o seu contrário – o perigo de pactuar com políticas capitalistas – por Sílvia Carreira

Água, energia eléctrica e telecomunicações que garantias de acesso em Portugal em 2020? – por João Bau*

A crise pandémica que atravessamos tornou ainda mais evidente para a vida dos cidadãos a importância de determinados serviços públicos (falo do abastecimento de água e saneamento, da energia eléctrica e das telecomunicações) no Portugal de hoje. A água, elemento indispensável à vida desde sempre, passou a ser ainda mais importante, pois todos sabemos que temos de “lavar as mãos frequentemente ao longo do dia” … Continuar a ler Água, energia eléctrica e telecomunicações que garantias de acesso em Portugal em 2020? – por João Bau*

A minha cor é a minha herança?

A manifestação anti-racista de dia 6 de Junho foi pródiga em slogans. Sobre a pertinência de muitos e o desajuste de alguns já se falou e escreveu. Ainda assim, teimo em reter um deles: “A minha cor é a minha herança”. A cor é a da pele, suponho. Assumindo essa leitura, a afirmação parece inquestionável. De tão natural. No entanto, está longe de o ser. … Continuar a ler A minha cor é a minha herança?

“O Bobo da Corte”

“O bobo da corte era um artista contratado pelas cortes europeias na Idade Média para divertir os reis e seu séquito. Como um palhaço, era considerado cômico e muitas vezes desagradável, por apontar de forma grotesca os vícios e as características da sociedade. Além de fazer a corte rir, ele também declamava poesias, dançava, tocava algum instrumento e era o cerimonialista das festas. Sua figura … Continuar a ler “O Bobo da Corte”

O Aterro de Covelas ou o exemplo de um processo mal conduzido – por Sílvia Carreira

Estamos perante mais um caso em que a consulta pública só vai ocorrer quando o processo estiver perto do final e já com uma margem limitada para ajustes e alterações, e, como de costume, vão ser feitas sessões com formato expositivo, com espaço para perguntas, sobre dossiês técnicos complexos, que muitas vezes só chegam ao conhecimento público na data da consulta ou próxima desta e que são respondidas por técnicos mas que não visam o debate e deixam a certeza de que nada vai ser alterado. Continuar a ler O Aterro de Covelas ou o exemplo de um processo mal conduzido – por Sílvia Carreira