Trabalhadores por turnos: grupo de risco invisível

Sabemos que o sector económico e rentista não irá desistir um segundo que seja da obtenção de lucro, e que os sectores vitais para o país, da alimentação à saúde, ou da energia aos transportes, caso parassem, colocariam em risco milhares de vidas. É nessa base que devemos pensar neste momento. O que não devemos é tornar quem trabalha por turnos num grupo de risco invisível, permitindo que não se criem mecanismos de mitigação específicos e a necessária justiça que se impõe, questões indissociáveis das lutas de uma esquerda anticapitalista. Continuar a ler Trabalhadores por turnos: grupo de risco invisível

TAP – trabalhadores deixados para trás em pleno estado de emergência

Por que razão a declaração de estado de emergência, tão ansiosamente solta pelo Presidente da República e empurrada para as mãos do Governo, não acautela e protege explicitamente estes e outros trabalhadores de despedimentos encapotados e intempestivos, numa altura em que ficarão ainda mais vulnerabilizados? Se não, por que foi autorizada pela maioria dos partidos, incluindo os que tradicionalmente os defendem? Não era esta uma emergência previsível? Continuar a ler TAP – trabalhadores deixados para trás em pleno estado de emergência

E se a descarbonização falhar com quem trabalha?

Pela nossa parte, devemos continuar a exigir garantias claras no respeito pelos direitos dos trabalhadores e do conjunto da população desta região, pois o sentido da transição energética faz-se no respeito pelas pessoas e pelas suas vidas, faz-se com elas e por isso não podemos falhar antes de começar. Continuar a ler E se a descarbonização falhar com quem trabalha?

Capitalismo, robots e os impactos da “indústria 4.0” no trabalho: Como pode a esquerda responder?*

Quero com isto dizer que a resposta aos desafios mas também às oportunidades suscitadas pela indústria 4.0 reside na construção de uma alternativa societal progressista, forçosamente ecológica e socialista. Considerando que “jamais como em nossa época as regras de aço da civilização capitalista industrial moderna exerceram tamanha coerção sobre as populações”, trata‑se de lutar por um outro caminho. Continuar a ler Capitalismo, robots e os impactos da “indústria 4.0” no trabalho: Como pode a esquerda responder?*