Velhos/as são os trapos!

Se é certo que a doença pode ter consequências mais graves nos idosos, também é certo que não atinge todos os que se encontram nesta faixa etária por igual. Há uma percentagem por quem o vírus passa sem deixar sequer sintomas. Por isso não farão nunca sentido medidas de restrição discriminatórias que têm como base, não a situação de saúde de cada um, mas simplesmente a idade que têm. Continuar a ler Velhos/as são os trapos!

Depois do vírus, a fome

Por um novo caminho no interesse dos/das trabalhadores/as e do povo
i) Proibição de despedimentos e pagamento integral dos salários dos trabalhadores em lay off; combate à uberização do trabalho; revisão do código de trabalho; jornada de 35 horas no privado, sem perda de salário; aumento geral dos salários garantindo o poder de compra às famílias em tempos de crise;
ii) Readmissão de todos os trabalhadores/as despedidos/as ou dispensados/as desde o início da pandemia;
iii) Salário mínimo nacional deve ser a referência mínima para os apoios em emergência social a todos/as os/as que perderam rendimentos do trabalho;
iv) Apoio sem endividamento às micro e pequenas empresas;
v) Reforço do SNS, requisição e mobilização de meios dos hospitais privados para aumento da resposta a outras patologias preteridas pela covid-19;
vi) Distribuição gratuita de máscaras comunitárias, requisição pública de máscaras cirúrgicas e comunitárias e controlo dos preços do gel desinfetante;
vii) Controlo público da banca e desprivatização de sectores estratégicos para o relançamento da economia e do emprego, medidas para maior soberania alimentar, transição energética e digital, combate à crise ambiental e às alterações climáticas, num modelo planeado para maior autonomia industrial;
viii) Adoção de medidas anticíclicas para estimular a economia e o emprego, rejeitando a austeridade, as políticas do euro e do semestre europeu. Continuar a ler Depois do vírus, a fome

Na Escola dos Directores haverá lugar à esquerda?

Desde logo, porque o peso das autarquias no Conselho Geral é determinante e condiciona o voto das instituições suas subsidiárias. A municipalização já está instalada. Desconheço um Director que tenha sido eleito ao arrepio do poder autárquico. Ao invés, conheço quem tenha sido destituído por incompatibilidade com o partido hegemónico na localidade. A crescente dependência das escolas face aos municípios só virá acentuar esta politização, o Director será cada vez mais um cargo de nomeação política. De resto, a subserviência política do cargo pode ser, particularmente, notória em momentos de crise. Lembro-me sempre daquele Director, ex-assessor de um presidente de câmara de esquerda, substituído, no espaço duma tarde, por uma conselheira nacional de um partido de direita acabado de chegar ao governo. Continuar a ler Na Escola dos Directores haverá lugar à esquerda?

Covid-19: o que diz quem está no terreno? 15 de Maio | 21h30

O combate ao COVID-19 é transversal. Do pré-hospitalar, aos lares e unidades de saúde, importa conhecer as vivências das trabalhadoras e trabalhadores na linha da frente, o que pensam e que perspectivas têm para o futuro do seu papel na sociedade, que agora, como antes, se mostra indispensável, embora pouco valorizado ao nível remuneratório e das condições de trabalho.
Ouvir e aprender com os intervenientes no terreno, dando voz a profissionais das mais diversas áreas clínicas e sociais. Debate aberto, onde todas e todos podem participar.
15 de maio | 21h30|https://meet.jit.si/covid19quemestanoterreno Continuar a ler Covid-19: o que diz quem está no terreno? 15 de Maio | 21h30

A imprevisibilidade de um facto social total: a Covid-19 e a ação humana na incerteza – por Ivonaldo Leite e Paulo Santana

De toda forma, por mais que o cenário pós-COVID-19 seja turvo, há uma esfera fundamental que tem imprescindíveis contributos a aportar na sua superação: a do conhecimento. E nela a instituição universitária tem um papel central a desempenhar, como instância responsável pela produção e difusão do conhecimento sistemático-reflexivo. Numa altura em que jogos do poder  cachoam sob o embalo das fake news, repor a razão discursiva é condição necessária para uma sociabilidade sadia que almeja uma sociedade emancipada da ignorância e manipulação. Continuar a ler A imprevisibilidade de um facto social total: a Covid-19 e a ação humana na incerteza – por Ivonaldo Leite e Paulo Santana

Feminismos – os desafios para os novos tempos

Há quem afirme que os feminismos são coisas do passado. Que a Igualdade entre mulheres e homens está de certo modo alcançada, que só faltará aplicar as leis produzidas por governos e instituições internacionais. Esta perspetiva de Feminismo da Igualdade[1] alimentada por um Feminismo Institucional[2] não é suficiente para a emancipação das mulheres. Esta depende de mudanças mais profundas na sociedade que ponham em causa … Continuar a ler Feminismos – os desafios para os novos tempos

Primeiro de Maio: presentes! – por Nélson Silva*

As comemorações do Primeiro de Maio soltaram uma acirrada onda de críticas, expondo muitas vezes a ignorância de muitos comentadores sobre as condições em que nós, os trabalhadores que têm assegurado serviços fundamentais, continuámos sempre a trabalhar desde o início da crise, e também um indisfarçável preconceito contra a ação sindical e a importância de assinalar este dia. Na minha empresa, apesar da luta que … Continuar a ler Primeiro de Maio: presentes! – por Nélson Silva*

Da sobreprodução teórica à subprodução estratégica da esquerda

Outra maneira de fazer política passará por procurar formas de refazer partidos ou movimentos de massas num processo que trate de integrar democraticamente as próprias massas no processo de elaboração, de protagonismo e de acção política, de maneira a que as estruturas mediáticas e institucionais dos mesmos represente realmente grupos sociais cada vez mais amplos. O que deverá ser específico à esquerda é a sua ligação estrutural e orgânica às lutas sociais. Nesse sentido, é importante não pensar a luta social como um fenómeno que surge de forma mais ou menos espontânea ou inorgânica na sociedade, tendo os partidos de esquerda que dar uma resposta institucional ao que esta exige. A luta política e institucional é somente um dos flancos da luta pela hegemonia, isto é, pelo poder e pela transformação social. Continuar a ler Da sobreprodução teórica à subprodução estratégica da esquerda

“O Interior de Emergência” – debate por videoconferência

O tema do webinar “O Interior de Emergência”, do próximo dia 06 de Maio (quarta-feira), às 21:00 h, aborda a crise pandémica e a emergência que se agrava no interior, na perspetiva de quem vive e trabalha com essa realidade, um especialista do território, um historiador e um enfermeiro do Serviço Nacional de Saúde. Para ligação à Conferência Online basta copiar o seguinte link:      https://meet.jit.si/O_Interior_de_Emergencia Continuar a ler “O Interior de Emergência” – debate por videoconferência