8 DE JUNHO- MARCHA UNIDAS CONTRA O COLAPSO

Não podemos dar paz a quem consente o genocídio e a condenação do nosso futuro.

Exijamos ao Governo português o reconhecimento por Portugal do Estado da Palestina.

Exijamos a suspensão das relações diplomáticas com Israel.

Dia 8 de junho, junta-te ao lado certo da história.

CONVOCATÓRIA

O movimento estudantil Fim ao Genocídio, Fim ao Fóssil, que num contexto de um levantamento estudantil internacional ocupou 4 universidades portuguesas para exigir um fim ao genocídio em Gaza e um fim ao sistema fóssil, convoca toda a sociedade a participar na marcha “Unidas Contra o Colpaso”.

genocídio na Palestina é a derradeira expressão de um projeto colonial intimamente ligado à indústria fóssil. O controlo e exploração de recursos fósseis são uma das principais causas de grande parte das guerras e genocídios contemporâneos, habitualmente criados ou alimentados pela indústria fóssil. O estado colonial de Israel serve os interesses os da Europa e do lucro. A ocupação da Palestina, com a cumplicidade da comunidade internacional, esteve sempre ligada à exploração de recursos fósseis: desde a exploração de carvão no império britânico à exploração de gás pelo estado sionista. Apenas três semanas após o início do massacre em Gaza, Israel anunciava já novos projetos de exploração de gás fóssil na costa de Gaza, que teriam como destino a Europa.

No genocídio de Gaza, já mais de 35.000 pessoas foram massacradas e mais de 76.000 feridas às mãos do estado de Israel com o apoio das instituições da União Europeia. Neste momento, 1.5 milhões de Palestinianos estão encurralados em Rafah.

Este mesmo sistema, que coloca o lucro acima da vida, é responsável pela crise climática. Se não abandonarmos os combustíveis fósseis nos prazos da ciência e da justiça – até 2030 em Portugal – iremos passar vários pontos de não-retorno que vão selar a morte de centenas de milhões de pessoas. A falta de água, o calor extremo, o colapso das colheitas, e as catástrofes climáticas extremas serão o nosso dia-a-dia.

Enquanto tudo isto acontece, os governos e as instituições europeias que nos deveriam representar ignoram e exacerbam estas crises e mandam-nos estudar para um futuro que não vamos ter, enquanto assistimos ao massacre de milhares de estudantes como nós. Os representantes da Europa estão a escolher condenar o futuro de todos. Perante a sua total inação, resta-nos escalar e agir.

Por tudo isto, convocamos toda a sociedade para se juntar a nós numa marcha combativa, para reivindicar justiça para todos. Vamos marchar até ao Gabinete de Representação do Parlamento Europeu em Portugal, que representa a inação das instituições europeias.

Não podemos dar paz a quem consente com genocídio e com a condenação do nosso futuro. Dia 8 de junho, junta-te ao lado certo da história.

A justiça climática não se concretizará sem justiça para a Palestina. E a vida de todos, de Lisboa a Gaza, depende do fim ao fóssil até 2030.

E nenhum se irá concretizar sem a nossa resistência.

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