O vírus da discórdia: ciência, técnica e a pandemia no debate político – por Clayton Emanuel Rodrigues

A defesa do sistema público, incluso o de saúde, é a defesa de uma sociedade solidária, fraternal, cuja preocupação de seus membros seja não apenas consigo próprio, mas com o outro desconhecido que está a seu lado ou longe. Ainda que essa defesa seja uma defesa de si mesmo, o COVID-19 é um vírus temível que, aos ameaçar-nos também nos dá a noção de quanto não temos cuidado uns dos outros e quanto não prestamos a atenção devida, ao menos a maioria, à condição de vida capitalista que nos torna presas fáceis de um poder político que em nada está interessado em nosso bem estar, senão nos lucros que podem ter com nossa vida ou nossa morte. Continuar a ler O vírus da discórdia: ciência, técnica e a pandemia no debate político – por Clayton Emanuel Rodrigues

Contra o 25 de Abril de 2020, a campanha orquestrada pela extrema-direita.

«Ninguém está a propor que a Assembleia da República funcione excepcionalmente a 25 de Abril. Mas há quem ache que deve fechar excepcionalmente a 25 de Abril». As comemorações parlamentares foram aprovadas por 90% dos deputados representados no parlamento, que fique claro. O CDS votou contra a Constituição em 1976, portanto nada a estranhar. A extrema-direita, os revanchistas contra a democracia, monárquicos desestabilizadores e reaccionários, … Continuar a ler Contra o 25 de Abril de 2020, a campanha orquestrada pela extrema-direita.

O VÍRUS SARS-COV-2 NÃO É UM MENSAGEIRO

É bastante certo: uma nova ordem social mundial não nascerá de um vírus. Todavia, as verdades escancaradas que não estamos em guerra, que apenas enfrentamos uma pandemia, mas que esse enfrentamento precipitou diversas ações mundiais possíveis de se constituírem em ações governamentais ou de diversos outros agentes, na “normalidade”, que fingimos ser imodificável ou insubstituível em seus termos, devem nos levar a empunhar esta bandeira: revoguemos (nossas) instituições! Continuar a ler O VÍRUS SARS-COV-2 NÃO É UM MENSAGEIRO

Isto também passará!

Foi preciso ter medo para que Marcelo, Costa e Rio afirmassem que a banca não pode ganhar dinheiro com a crise do coronavírus. Não há nada que os atormente mais do que pôr em risco a sobrevivência do ser humano. A subsistência deles… Por tudo isto, deixo o alerta: não esperem o surgimento de um “demiurgo”, criador de um novo mundo através das trevas, pois “também isto passará”. Daqui as uns dias, após todas as palmas e cantorias e ações de caridade mútua, os serviços públicos perderão o palco político e os agentes infeciosos do costume serão novamente louvados.  Continuar a ler Isto também passará!

O dinheiro que falta para pagar a crise

Neste período de cada vez mais frequentes crises financeiras e económicas globais é preciso ser claro: Não existe falta de capital no mundo. É necessário ir buscá-lo onde ele se acumula: nas grandes fortunas, nos offshores, na banca e nos fundos de investimento e nos seus retornos milionários. Bem como na miríade de empresas subsidiárias fictícias das grandes corporações por onde se escapam ao pagamento de impostos. Continuar a ler O dinheiro que falta para pagar a crise

Se um elefante incomoda muita gente, um padre na UDP incomoda muito mais! – por Mário Tomé

O Padre Max morreu na luta pela Constituição promulgada no mesmo dia em que ele morreu. Morreu, veja-se lá, pelo direito fundamental à greve, ao protesto, à desobediência, à resistência. Direitos metidos num saco escuro e ameaçador chamado Estado de Emergência. Por estes direitos, referência máxima da democracia, morreu hoje o Padre Max. Continuar a ler Se um elefante incomoda muita gente, um padre na UDP incomoda muito mais! – por Mário Tomé

Entre Armani e Versace, desfila o vírus – por Alice Brito

O caso italiano repete-se, talvez numa dimensão menos assustadora, por essa Europa fora. Mas não só. De repente o mundo tropeçou na pandemia. Quarentenas sucessivas são decretadas. Governos reclamam mais poderes para poder atacar o vírus. À sombra da peçonha, Órban, na Hungria, faz xeque-mate às liberdades mínimas, prolongando o estado de alarme indefinidamente. Um perfeito golpe de estado.
Da nossa Europa, de quem se esperava uma decência mínima, um ministro holandês grunhe obstáculos e semeia culpabilidades contra medidas económicas que permitiriam um alento básico a países como Espanha, Portugal e Itália.
Europa tonta, contaminada, doente. Hesita, titubeia, chuta para canto. Continuar a ler Entre Armani e Versace, desfila o vírus – por Alice Brito

Rui Moreira e os seus estados de emergência

Não sabemos se a medida alegadamente ventilada pela Directora-Geral poderia ou não ser eficaz. Porém, tendo ou não razão, se não acatar as ordens da autoridade de saúde, Rui Moreira poderá, no limite, ser preso. Ele e qualquer cidadão/trabalhador que se recuse a acatar ou desempenhar uma decisão ou tarefa que o Governo ache necessária, mesmo que o cidadão/trabalhador conclua que não estão reunidas as condições de segurança ou equidade para as fazer. O direito à resistência (e à greve, no que o Governo achar por bem) está suspenso, nos termos do estado de emergência. E não deveria. Esperemos que não haja necessidade de o usar. Porém, relembro que não foi apenas Rui Moreira a pedir, aconselhar ou a autorizar com o seu voto, o estado de emergência. Continuar a ler Rui Moreira e os seus estados de emergência