“Antes morrer de pé do que viver toda a vida de joelhos”

Já não sei exactamente a partir de que altura do ano surgiu, mas ainda hoje guardo com respeito e admiração a imagem de um professor de fato, camisola de gola alta, tudo em tons cinzentos, e cabelo muito bem penteado, para o grande, “por cima das orelhas” como diria o meu pai na sua visão militarista da vida e dos costumes. Continuar a ler “Antes morrer de pé do que viver toda a vida de joelhos”

O cultural no mundo que há-de vir – por António Pinto Ribeiro*

Um dos aspectos positivos desta vivência da pandemia foi entender como a autonomia de organizações face às iniciativas governamentais, por momentos libertas dos condicionalismos administrativos, produziu outras experiências criativas, imaginativas, eficazes, mostrando como há outras camadas de participação e de colaboração mais produtivas. Ninguém sabe como será o mundo pós-pandemia. O optimismo de uns e o pessimismo de outros condicionam as projecções sobre o mundo … Continuar a ler O cultural no mundo que há-de vir – por António Pinto Ribeiro*

O vírus da discórdia: ciência, técnica e a pandemia no debate político – por Clayton Emanuel Rodrigues

A defesa do sistema público, incluso o de saúde, é a defesa de uma sociedade solidária, fraternal, cuja preocupação de seus membros seja não apenas consigo próprio, mas com o outro desconhecido que está a seu lado ou longe. Ainda que essa defesa seja uma defesa de si mesmo, o COVID-19 é um vírus temível que, aos ameaçar-nos também nos dá a noção de quanto não temos cuidado uns dos outros e quanto não prestamos a atenção devida, ao menos a maioria, à condição de vida capitalista que nos torna presas fáceis de um poder político que em nada está interessado em nosso bem estar, senão nos lucros que podem ter com nossa vida ou nossa morte. Continuar a ler O vírus da discórdia: ciência, técnica e a pandemia no debate político – por Clayton Emanuel Rodrigues

Contra o 25 de Abril de 2020, a campanha orquestrada pela extrema-direita.

«Ninguém está a propor que a Assembleia da República funcione excepcionalmente a 25 de Abril. Mas há quem ache que deve fechar excepcionalmente a 25 de Abril». As comemorações parlamentares foram aprovadas por 90% dos deputados representados no parlamento, que fique claro. O CDS votou contra a Constituição em 1976, portanto nada a estranhar. A extrema-direita, os revanchistas contra a democracia, monárquicos desestabilizadores e reaccionários, … Continuar a ler Contra o 25 de Abril de 2020, a campanha orquestrada pela extrema-direita.

O VÍRUS SARS-COV-2 NÃO É UM MENSAGEIRO

É bastante certo: uma nova ordem social mundial não nascerá de um vírus. Todavia, as verdades escancaradas que não estamos em guerra, que apenas enfrentamos uma pandemia, mas que esse enfrentamento precipitou diversas ações mundiais possíveis de se constituírem em ações governamentais ou de diversos outros agentes, na “normalidade”, que fingimos ser imodificável ou insubstituível em seus termos, devem nos levar a empunhar esta bandeira: revoguemos (nossas) instituições! Continuar a ler O VÍRUS SARS-COV-2 NÃO É UM MENSAGEIRO

Isto também passará!

Foi preciso ter medo para que Marcelo, Costa e Rio afirmassem que a banca não pode ganhar dinheiro com a crise do coronavírus. Não há nada que os atormente mais do que pôr em risco a sobrevivência do ser humano. A subsistência deles… Por tudo isto, deixo o alerta: não esperem o surgimento de um “demiurgo”, criador de um novo mundo através das trevas, pois “também isto passará”. Daqui as uns dias, após todas as palmas e cantorias e ações de caridade mútua, os serviços públicos perderão o palco político e os agentes infeciosos do costume serão novamente louvados.  Continuar a ler Isto também passará!

O dinheiro que falta para pagar a crise

Neste período de cada vez mais frequentes crises financeiras e económicas globais é preciso ser claro: Não existe falta de capital no mundo. É necessário ir buscá-lo onde ele se acumula: nas grandes fortunas, nos offshores, na banca e nos fundos de investimento e nos seus retornos milionários. Bem como na miríade de empresas subsidiárias fictícias das grandes corporações por onde se escapam ao pagamento de impostos. Continuar a ler O dinheiro que falta para pagar a crise